Teorias do Poker

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Archive for the ‘Cash Game’ Category

Textos sobre cash game, seja full-ring ou 6max.

#50 – Antologia 2+2 – Fundamentos de 6max

Posted by Danilo Telles em janeiro 4, 2009

6max Fundamentals for SSNL Players

Escrito por Tien, traduzido por Preacher

Algumas das coisas mais difíceis que tive que aprender foram os fundamentos da 6max e como jogar com um estilo TAG (tight agressive) nos limites médios. Não existem muitas fontes de informação sobre como jogar bem um 6max no estilo tight agressive (conservador agressivo) e eu geralmente vejo que muitos jogadores de limites médio e baixo estão se perdendo completamente nesses fundamentos. Este artigo irá cobrir as bases da 6 max, como posição e imagem no pré-flop.

O primeiro ponto que gostaria de comentar é a posição BUTTON. Ela esclarece porque posição é tão importante em No-Limit Hold’em. Ser o último a agir na mesa te dá um mundo de vantagens sobre seus oponentes. Se você pegar vários exemplos de históricos de jogos (hand histories), perceberá que o BUTTON e CO (CUTOFF – uma posição antes do dealer) são as posições mais rentáveis no poker.

Eu gostaria de fazer uma pausa e ressaltar que você nunca deve abrir limp (só pagar o big blind pré-flop). Abrir dando limp é simplesmente horrível. Não faça isso com suited connectors ou com qualquer carta que seja. Dê raise ao invés de pagar o blind. Roube os blinds e vá para a mão seguinte. Abrir limp em 6max é um erro muito grande. Não abra limp, se for entrar na mão, aumente a aposta.

Quando você está no BUTTON e CO, considere-se um guardião. É você quem decide se a pessoa vai entrar no pote de forma barata ou não. E por que deixá-los jogar fora de posição por um valor barato? Abuse e force o jogo quando estiver no BUTTON e CO. Verdadeiros jogadores TAGs entendem esse conceito e abusam quando estão nessas posições.

Estas são as mãos que um verdadeiro TAG aumenta caso a mão chegue em fold até ele, quando está no BUTTON ou CO:

* Qualquer par nas mãos: 22, 33, 44, …, KK, AA.

* Qualquer ás do mesmo naipe: A2s, A3s, …, AQs, AKs.

* Qualquer conector do mesmo naipe: 23s, 34s, 45s, …, 9Ts, QJs, KQs, AKs.

* Uma grande variedade de cartas altas: AT (A-10) offsuited (naipes diferentes) e mãos melhores, incluindo KJo (offsuited), QJo.

* Até mesmo qualquer ás: A2o, A3o, …, A9o.

A razão pela qual você deve fazer isso é:

* Você rouba os blinds caso todos os seus oponentes foldem.

* Se eles pagarem o seu raise, você tem a chance de jogar um pote que foi aumentado antes do flop e, o mais importante, em posição. Uma continuation bet com NADA geralmente faz você levar o pote.

* Flopar sets (trincas) ou monstros em um pote que não foi aumentando pré-flop é uma falta imperdoável.

* Seus adversários serão mais induzidos e estarão mais dispostos a ir all in em potes aumentados, do que em potes que não foram aumentados antes do flop. Eles tentarão blefar e jogarão mais dinheiro em sua direção.

Exemplo 1:

UTG dá limp, roda em fold e você está no CO com 22. O que você faz?

RAISE.

Quanto aumentar?

3,5 a 5 vezes o BIG BLIND está bom.

Exemplo 2:

UTG da limp, MP da limp, você tem 22 no BUTTON, o que você faz?

RAISE!!

Se eles pagarem, você vai ganhar o pote por vezes o bastante para sua jogada ser +EV. E, por sinal, aplique uma continuation bet 75% a 90% das vezes. Eles provavelmente vão foldar uma mão que não acertou nada.

Então, agora que você já entende os conceitos básicos e fundamentais de como jogar no BUTTON e no CO, é hora de aprender como jogar no UTG (Under the gun) e em Middle Position (MP).

UTG: Você precisa jogar realmente TIGHT quando for o primeiro a agir, logo após o BIG BLIND. Desista com suited connectors, cartas altas, mãos do grupo Axs. Porém, continue aumentando com qualquer par, sempre aumente com pares, independente da posição. Pares têm a força de acertar monstros tão poderosos que você não pode largá-los, independente da posição que estiver. Raise com pares é obrigatório.

Assuma como stacks efetivos 100 Big Blinds (BB). Você aumenta com 44 em MP e seu adversário te dá re-raise. Você paga por implied odds e o flop vem 346 ou 24T, 4TJ, 345. Você está ganhando todo o stack de KK e AA 100% das vezes; sempre.

Não abra limp também. É muito fácil identificar a fraqueza dos weak tights (conservadores fracos) que pensam que são TAGs. Dão limp no UTG e pagam seu raise. Ele tem um par ou um suited connector 99% das vezes.

Continue aumentando mesmo no UTG, com AJoff ou melhor. Largue KQo e KJo, assim como QJo. Essas mãos são verdadeiros lixos fora de posição.

Middle Position (MP): Você pode continuar foldando KQo, KJo, QJo, mas comece a ficar mais loose (aumentar o range de mãos pré-flop). Comece a mixar, aumentando e foldando mãos como Axs e suited connectors. Continue aumentando com qualquer par.

Blinds (SB e BB): Você quer jogar realmente tight nos blinds. Pagar muitos raises fora de posição é realmente uma péssima estratégia. Você não quer construir grandes potes com mãos marginais fora de posição. Largue suited connectors, Axs… Pague com qualquer par.

Só porque você está jogando tight nos blinds, não significa quer você é um fracote medroso. Encontrando um raise do BUTTON ou um raise de MP, se você tem mãos como AK, AQ, JJ, TT; re-raise. É tão melhor dar re-raise nesse tipo de situação com as mãos listadas; mas muitos jogadores de short handed (6max) só pagam nessa situação, o que é um erro.

Re-raising esse tipo de mão já é o início de uma estratégia de jogo avançada e por isso deve-se tomar cuidado. Jogadores iniciantes que fazem esse tipo de jogada costumam perder todo seu stack porque estão fora de posição e porque são jogadores inexperientes no pós-flop.

Exemplo 3:

Você está no BB ou SB com AK, AQ, JJ. UTG dá limp, MP limp, BUTTON limp… O que você faz?

RAISE!!. Raise de 6 ou 7 BB; até mesmo 8 BB, dependendo dos jogadores envolvidos na mão. Tomar o pote sem precisar nem mesmo ver o flop é muito melhor do que jogar um pote contra muitos jogadores em um pote que não foi aumentado pré-flop.

Aumentar todas essas mãos te permite jogar potes grandes contra adversários que não têm nem idéia de posição ou imagem. E não seja um medroso quando se trata de aposta de continuation bet. Aposte 75% a 90% das vezes independente da textura do board. Caso duas pessoas te paguem e você perdeu completamente o flop você pode pensar e dar check e entregar o pote.

Exemplo 4:

Você tem A8s no BUTTON, UTG da limp, você aumenta para 5xBB e é pago pelo BB e UTG. O flop vem 48Q de naipes diferentes (rainbow). Aposte 100% das vezes se derem check até você.

Isso faz parte do básico de como usar posição pré-flop.

Múltiplos draws: Outra observação importante em que eu penso ser normal para todas as pessoas, mas não é, são os combo draws. Mãos nas quais você tem 13 a 15 outs são mãos que você deve jogar agressivamente até o fim.

Joguem essas mãos de forma forte e rápida. Você tem uma tonelada de fold equity (FE) e está colocando dinheiro no pote para ter 50/50 se eles decidirem pagar sua aposta e ir all in contra você.

O cenário mais comum para a mão que joguei acima é que todos foldem. Fazê-los foldar em situações como essas é o que faz com que jogar combo draws dessa forma seja lucrativo. Você não lucra dando call em um tiro de 50/50. Você lucra fazendo seus oponentes desistirem.

Para concluir, não faça mudanças dramáticas no seu jogo. Comece implementando um conceito de cada vez. Não comece a dar raise em mais 6 ou 7 por cento das mãos simplesmente porque eu te disse pra fazer isso. Comece mudando o jeito de jogar uma mão de cada vez e aos poucos faça as mudanças.

Espero que esse artigo ajude os jogadores que estão começando. Se você mantiver essas estratégias e táticas em mente, você realmente irá melhorar seu jogo.

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#49 – Antologia 2+2 – Sempre se isole contra o fish

Posted by Danilo Telles em dezembro 27, 2008

Advice from a MHNL’er

Escrito por whitelime, traduzido por Especulador

Imaginem um ‘donkey’ (jogador muito ruim, também chamado de fish), que joga muitas mãos, entra de limp e você entra de limp behind (pagar o blind depois que alguém já fez isso). Isso é muito ruim. O seu range de mãos para entrar na mão e fazer um raise contra o fraco limper (jogador que pagou o blind), com posição sobre ele, deve incluir PELO MENOS as seguintes mãos (ou até mãos mais fortes), se você jogar um pos-flop pelo menos decentemente: AA-77, AK, AQ, AJ, AT, A com outra do mesmo naipe, KQ. KJ, KT. QJ, QT, JT, Q9 suited (mesmo naipe), J9 suited, K9s (suited) 9Ts. O valor do raise pode variar, mas uma regra geral é 3.5BB + 1BB por limper (raise do tamanho do pote).

Se você vai para o heads-up com o fish e ele der check no flop, você deve apostar cerca de 100% das vezes. Aposte com suas mãos monstro e com suas mãos ruins. O valor da aposta pode variar entre 1/2 pote e o pote. Mixe o valor das apostas para que não possam ler sua mão. Entretanto, use o bom senso. Se o flop é A-5-5 rainbow (de naipes distintos), uma aposta de meio pote provavelmente fará as mesmas mãos foldarem que faria uma aposta do valor do pote, e etc, e você se previne contra uma boa mão que ele pode ter feito com o flop.

Pense a respeito de uma perspectiva de teoria do jogo. Se você aposta o pote toda vez, ele terá que foldar MENOS que 50% ou você terá um lucro automático. Dado que a maioria das mãos dele erram mais que 50% dos flops (não formam jogos bons até o flop), a menos que o fish se ajuste à sua estratégia, você terá um lucro automático. E mais: mesmo que ele pague de vez em quando, você terá uma mão de vez em quando, então ele terá que pagar/aumentar mais do que apenas 50% das vezes.

Além disso, se ele começar a aumentar e iniciar um contra-ataque, lembre-se que ele joga mal, então você deve estar apto a vencê-lo.

Resumo – Comece a isolar com o fish e extraia o máximo dele

Há uma situação em que você não deve isolar. Isso ocorre quando há alguém que é MUITO loose (solto) em range de calls à sua esquerda (depois de você). Se for o caso, você não estará apto a isolá-lo efetivamente. Naturalmente, quanto mais perto você estiver do button, mais frequentemente deve se isolar.

Você deve sentar à esquerda dos jogadores muito loose. Você deve atocaiá-los. Ataque-os impiedosamente. Há um debate de que você deve preferencialmente sentar à esquerda de jogadores muito loose ou evitar que o TAG (tight agressivo, conservador e agressivo) tenha posição sobre você (estejam depois de você). Deixe-me pôr um fim nesse debate. Sente-se à esquerda dos loose.

Se você tem um mesa 6-handed com 3 jogadores médios, um muito loose e um TAG muito sólido e você se tiver que se enfiar entre o TAG e o loose, eu posso estimar que seu BB/100 será DRAMATICAMENTE maior sentando à esquerda do loose com o TAG à sua esquerda. As razões para isso devem ser óbvias.

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#48 – Antologia 2+2 – Raise Preflop

Posted by Danilo Telles em dezembro 22, 2008

4xBB + 1 per limper… why?

Escrito por Pokey, traduzido por Preacher

Por que é tão importante seguir a regra de raise padrão pré-flop 4BB + 1BB para cada limper – aqueles jogadores que simplesmente completam o big blind? Dar raise no valor de quatro big blinds mais um big blind para cada limper no pré-flop pode ser muito bom para depois do flop.

Aumentar a aposta pré-flop utilizando a regra do 4xBB+1/limper é muito bom para jogar um pote heads-up depois do flop, o que, na maioria das mãos, é o número ideal de oponentes. A questão de abrir raise pré-flop sem seguir um padrão é que você precisa ter como objetivo principal: disfarçar suas mãos e ter a iniciativa da mão.

Raises vindos de você não precisam significar, para os outros jogadores, que você está com AA, KK ou AK. Adotar uma estratégia padrão para raise pré-flop é muito importante para que seus oponentes não saibam quais duas cartas você tem na mão e, consequentemente, você terá action (action é quando seus oponentes te dão ação, jogam fichas no pote contra você) tanto pré-flop, quanto pós-flop. Isso é o que você deseja quando possui uma mão como AA, KK etc. Por outro lado, não dar raise com suas mãos boas e adotar a estratégia sempre dar limp, mesmo com monstros (com o objetivo de disfarçar a mão) é um grande erro… É muito mais fácil ganhar depois de aumentar do que apenas pagar o big blind. Isso porque após o flop o pote já estará grande e, mesmo com uma mão mediana, seu oponente não vai querer perdê-lo e vai pagar até o river… Por isso, evite blefar; valorize suas mãos boas, seus oponentes pagam com qualquer lixo, então blefar torna-se um erro.

O valor de 4xBB+1BB/limper pode ser explicado pois se você sempre der raise de 8 vezes o Big Blind (por exemplo), um valor muito alto, seu oponente pode se defender adotando uma estratégia de jogo muito eficiente para essa situação; tornando o próprio estilo de jogo mais conservador, diminuindo o range de mãos que ele pode jogar, e jogando apenas mãos excelentes. Com raises tão altos, seus oponentes provavelmente irão entrar apenas com mãos excelentes. Assim seus raises serão arriscados, uma vez que você estará aumentando a aposta para não ter tanto retorno, já que seus oponentes provavelmente sairão da mão. Você estará basicamente arriscando muito para ganhar pouco (total de blinds é 1,5 big blinds, o que tem no pote até o momento é o small blind e o big blind, sendo que o small blind é metade do big blind), um oponente oportunista e inteligente pode facilmente se aproveitar disso.

Por outro lado, se você aumenta menos do que 4xBB+1/limper pré-flop, você não exerce pressão suficiente nos seus oponentes e vai acabar jogando muitos potes com mais de duas pessoas (multiway). Isso é terrível, especialmente fora de posição, e vai te fazer perder muito mais mãos do que você, jogando de maneira padrão, perderia. Quantos menos jogadores no pote contra você, mais sua mão tem valor e mais facilmente você pode blefar, pois com três ou quatro oponentes no pote será bem difícil apostar e fazer com que todos desistam. Pior ainda, você vai comprometer muito mais dinheiro até descobrir que está vencido por mãos como um straight ou dois pares.

Se você da raise de 2xBB e quatro te pagam, o pote será de aproximadamente 10 big blinds, sendo que caso você tenha acertado top pair (par mais alto), sua aposta deverá ser em torno de 7 big blinds – sendo que top pair não é mais uma mão tão forte contra três ou quatro jogadores, e por isso um pote grande multiway é tudo que você deve evitar-. Se 2 pagarem no flop, o pote no turn terá mais de 31BB (10+21), e você realmente estará numa situação complicada para um top pair, mesmo sendo TPTK (top pair top kicker). Não ache que seu top pair contra dois ou três jogadores é uma mão boa, porque não é!!! Muitas vezes você irá perder para flush, straight, full house, trinca, four, ROYAL FLUSH – ou você acha que essas mãos não acontecem nunca? – fiquem espertos, tem que pensar no que seus oponentes têm, não olhem somente para suas duas cartas.

Teoricamente, seria muito bom se pudéssemos aumentar muito com mãos boas e aumentar menos com mãos médias. Infelizmente, nossos oponentes têm o terrível hábito de observar como nós jogamos e se adaptarem a isso. Se nosso raise pré-flop indicar a força de nossas mãos, estamos oferecendo para eles uma quantidade imensurável de informação. Como resultado disso, todas nossas apostas antes do flop devem ser do mesmo tamanho e seguir um padrão, independente de serem roubos de blinds com lixo ou apostas por valor (value bets) com AA. É a partir da mudança de seu jogo que você começa a ler seus oponentes, veja quando eles cometem esse erro – que vocês não mais irão cometer – de aumentar mais com mãos boas e menos com mãos ruins.

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#47 – Antologia 2+2 – Estrutura de Estudo de Poker – Parte 2

Posted by Danilo Telles em dezembro 15, 2008

A Framework for Poker Study

Escrito por LearnedfromTV, traduzido por Preacher

Freqüências de Aposta:

Sobre “padrões de aposta” eu estava falando sobre o ponto de vista de um observador de todos os participantes na mão, aqui eu me refiro à freqüência com que os indivíduos apostam, pagam, foldam e aumentam. Há grandes questões de meta-teoria aqui, como que % das vezes deve um preflop raiser apostar o flop (ou freqüências otimizadas para qualquer seqüência de ação), mas eu estou falando mais sobre coisas como “que % do tempo eu (ou esse oponente, ou aquele oponente) aposto o turn depois de ter apostado no flop e ter sido pago. Que % das vezes eu dou check-raise no flop, e então aposto no turn? Eu sempre dou check-raise no flop e aposto no turn? Com que freqüência eu pago three barrels? Com que freqüência eu sigo minha aposta no turn com uma aposta no river?”

Claramente, o board freqüentemente muda do flop para o turn e do turn para o river. Se acerta o draw, e você sabe 100% que seu oponente estava com o draw, você deve ir de check/fold e nenhum mumbo-jumbo freqüente vai mudar isso. No entanto, desde que algumas vezes você deve apostar no flop com aquele draw óbvio e algumas vezes seu oponente está pagando sem o draw, você deve seguir quando acerta no turn (você tendo o draw ou não). São essas coisas que você começa a pensar quando você pensa sobre a freqüência das ações.

E há freqüências otimizadas para tudo isso? Talvez, em um sentido de teoria-de-jogo, oponente-que-joga-perfeitamente. Potes crescem exponencialmente, então talvez em teoria nós devamos apostar o flop 75% das vezes que nós aumentarmos, apostar o turn 25% das vezes que formos pagos, 50% das vezes que o flop chegar em check, apostar o river 10% das vezes que formos pagos no turn e 20% das vezes que o turn rodar em check, todas as vezes mixando blefes apropriadamente. Na prática, nós ajustamos essas freqüências para explorar oponentes específicos, mas eu acho que analisando essas questões em geral podem nos ajudar a entender como fazer isso.

Dinâmica Tamanho do Pote/Tamanho dos Stacks:

Stacks de 100xBB. Limpy McLimper dá limp (apenas pagar o blind) antes de você. Ele faz isso com 20% das mãos e nunca dá raise. Você tem duas cartas e aumenta. Ele paga e vocês vêem um flop com 9 BB no pote. Quão forte uma mão precisa ser para jogar por 100 BB? Por 50? Por 25? É uma questão muito ampla? Depende de muitos outros fatores? Sim, é claro. Mas em contraste: mesmos stacks de 100xBB. Raisy McRaiser dá raise antes de você. Ele faz isso com 20% das mãos e nunca dá limp. Você dá reraise com as mesmas duas cartas, ele paga (ele paga raises tão frequentemente quanto Limpy) 27 BB no pote. Agora quão forte uma mão tem que ser para jogar por isso tudo? Que tamanho de você deve jogar, na média, com um par? Com um grande draw?

A única diferença é que o pote representa uma porcentagem dos stacks. Com mais pelo que brigar, o range das pessoas para ações postflop devem necessariamente mudar para ser mais agressivo. Se seu oponente não fizer esse ajuste, explore isso – dê muito reraise, então jogue agressivamente, deixe-os foldar muito. Se eles se ajustarem, você tem que mudar com eles em reraised potes. Quebre com AA contra Limpy, você é normalmente um fish, contra Raisy, provavelmente não.

O ponto é que não há uma fórmula para tamanho apropriado do pote com XX no flop abc em termos de tamanhos de aposta preflop – “AA vale 3x o tamanho do pote preflop”. Claramente não há. Há momentos de largar um set em um pote reraised e momentos para ir com tudo com middle pair em um pote limped. Mas em cada flop, você deve ser capaz de olhar para o tamanho do pote, olhar para o tamanho dos stacks, e ter uma idéia geral de que tipo de mão você deve querer jogar e por quanto. Claro, a idéia geral tem que ser ajustada baseado em todos os outros fatores situacionais, mas cumpre seu papel.

Obviamente em MTT (multi-table tournaments, torneios) essa dinâmica pote/stack está sempre presente por causa dos blinds sempre aumentarem e a variância no tamanho dos stacks dos oponentes. Eu acho que um range de 30-40xBB interessante, porque é um momento no qual raisers com um par têm dificuldade em foldar, mas callers com mãos especulativas ainda têm odds para pagar e tentar vencer no flop (também porque reraises all-in são muito agressivos nesse estágio facilmente exploráveis). Isso gera um jogo de gato-e-rato onde você tem que acompanhar as mãos que você aumenta e planeja ir pro chão e mãos que você não planeja para poder negar implied odds para mãos especulativas. Mas faça muito isso e você se torna vulnerável à reraises preflop. Além disso, em MTT’s, uma mudança significativa na relação tamanho do pote/tamanho dos stacks acontece quando antes são introduzidos. Há mais pelo que brigar, então ranges mudam e jogadas mais agressivas são recompensadas. Em cash games, onde os stacks normalmente são 100x e não há antes, essa dinâmica aparece mais nas diferenças entre potes limped, potes raised e potes reraised.

Toda essa teoria em prática:

Um pequeno exemplo. Alguém aumenta no UTG+1, você paga no BB com 55. O flop contém um 5. Antes que você diga “lead” ou “check”, você tem que considerar:

1. O range com o qual o raiser aumenta daquela posição

2. Qual a chance de um flop particular acertar aquele range (AQ5? T85? 522?)

3. Que padrões de aposta são mais prováveis de criar um grande pote sem demonstrar que você quer um pote grande?

4. Qual a chance do raiser apostar no flop se chegar em check, ou raise se houver uma aposta, qual a chance do outro caller tem de ser surpreendido com uma mão marginal, quão frequentemente o raiser vai seguir no turn com uma mão marginal, com que freqüência ele vai desistir do lead se você mostrar agressão no flop, etc, etc.

5. Qual o tamanho dos stacks e qual a chance dos seus oponentes terem uma mão que está disposta a jogar por um pote grande.

Tudo que eu estou argumentando neste ensaio é que você estará mais bem preparado para tomar melhores decisões se você pensar independentemente sobre como texturas de board diferentes jogam, sobre a quantidade de força padrões de aposta diferentes representam, sobre como jogar versus uma freqüência de apostas diferentes, sobre como ranges e freqüências de apostas mudam em posição versus fora de posição e daí por diante.

Claramente, há muitos outros fatores que eu não discuti, como imagem na mesa, o que significam vários tamanhos de apostas, quão certo você está de que você está na frente (ou atrás), quão facilmente você pode melhorar, quão vulnerável sua mão é para o tipo de mão que está disposta a jogar com você, qual a chance você tem de terminar pagando com a segunda melhor mão se alguém te pegar. Eu não pretendo que isso cubra tudo que poderia cobrir, nem chegue perto, mas isso é o que estou pensando no momento.

É isso aí, pessoal. Esperamos ter contribuído positivamente.

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#46 – Antologia 2+2 – Estrutura de Estudo de Poker – Parte 1

Posted by Danilo Telles em dezembro 12, 2008

A Framework for Poker Study

Escrito por LearnedfromTV, traduzido por Preacher

Introdução:

Frequentemente é dito que há muitas variáveis envolvidas no jogar de uma mão para uma análise do histórico, componente por componente, ser prática. Eu concordo com isso, e concordo que até mesmo nos casos mais simples (cálculos de short-stack push/fold, por exemplo) há uma significante margem de erro no resultado final que se deve a suposições imprecisas, mas necessárias, sobre o range dos oponentes.

Então mesmo que uma mão de poker seja um gigantesco problema de matemática, completo com oponentes hipotéticos que fazem a, b, e c x%, y% e z% do tempo, ainda é um problema insolúvel. Dito isto, eu acho que muito pode ser aprendido se pensar em mãos de poker em termos de seus componentes variáveis, desde pensar sobre a estrutura daquele problema matemático gigante e como pode ser resolvido, se for solúvel. Esse artigo é minha tentativa de categorizar e analisar esses componentes. Eu chamo de estrutura para estudo de poker porque eu acho que uma boa aproximação para melhorar é usar o tempo fora das mesas focado nesses componentes variáveis, um por vez, para estar melhor preparado para pensar sobre todas as informações relevantes quando confrontar decisões na mesa.

Idéias gerais:

Há três idéias gerais que eu assumo que seja familiar a todos – os conceitos de pot equity e Expected Value (EV); o Teorema Fundamental do Poker (TFP) de Sklansky; e o que eu chamo de “cálculo de hand ranges”.

Pot equity e EV são funções de probabilidade básica e governam cada ação em um jogo de poker. Sua mão tem % de chance de vencer o pote, o pote contém alguma quantidade de dinheiro, então você tem uma parte do pote. Cada aposta que você faz é um investimento e você deve apostar quando sua expectativa de retorno da aposta é maior que o custo da aposta. O TFP formaliza como maximizar seu retorno no caso especial de informação completa. Cada vez que você faz uma aposta que maximize a expectativa versus a mão atual do seu oponente, você vence; cada vez que seu oponente falha em maximizar a expectativa dele contra a sua atual mão, você vence. Cálculo de hand ranges, que é a forma que a maioria das análises assume em fóruns, reconhece que o poker é na verdade um jogo de informação incompleta, e tenta definir as melhores ações em termos de maximizar a expectativa versus um range de possíveis mãos que seu oponente possa ter, sob a luz do range de mãos que é provável que ele pense que você tem.

Porque em cada caso, tanto você quanto seu oponente têm uma mão específica, o TFP é ainda a medida teórica final do que é uma ação lucrativa ou não lucrativa. Na prática, entretanto, nós trabalhamos com informação incompleta; sendo assim a habilidade no poker é uma combinação da capacidade de tomar as melhores decisões dentro do contexto do “cálculo de hand ranges” e a capacidade de ler os ranges de seus oponentes melhor do que eles lêem o seu.

Fatores situacionais:

Todos nós sabemos que a jogada apropriada e a leitura correta do range de um oponente depende de vários fatores situacionais. Eu acho que nós estamos acostumados a pensar sobre esses fatores no contexto de qualquer mão particular que estamos jogando ou analisando, onde muitos fatores relativamente pequenos se acumulam para uma leitura e uma decisão. A estrutura de estudo que eu sugiro nesse ensaio (e que eu mesmo estou seguindo) é separar os fatores situacionais mais importantes e analisá-los individualmente. Os fatores que eu quero falar são posição, textura do board, padrões de aposta, freqüências de aposta, tamanho do pote em relação ao tamanho dos stacks (há dois outros que não vou cobrir aqui, mas que eu quero mencionar – imagem na mesa e tamanho das apostas. Imagem na mesa porque obviamente é muito importante, e tamanho das apostas porque eu acho interessante). Todos esses fatores estão correlacionados, mas ao isolá-los eu espero obter um melhor senso do papel de cada jogada no objetivo geral que estamos todos buscando – maximizar o EV versus o range de um oponente e saber o range dele melhor que ele sabe o seu.

Posição:

O fator de situação mais conhecido, mais analisado, e mais fácil de entender é posição. Hand ranges são automaticamente maiores com melhor posição. Não somente alguém em posição tem menos pessoas para agir depois e mais informação naquela rodada em particular, eles e seus oponentes fora de posição sabem que o jogador com posição nessa rodada terá posição em futuras rodadas. Então o range de raises preflop do CO e do Button são bem mais amplos, e quem aposta em posição no postflop normalmente tem ranges maiores. Um 20/12 é 7/5 UTG (under the gun, primeiro jogador a falar) e 40/25 no button, se você der check no flop sendo o primeiro a agir em um pote three way, independente de qualquer outra informação, é mais provável que o button pague do que o cara no meio; etc. eu não acho que seja necessário falar muito mais sobre isso, já que está bem fixado em todos os pensamentos que qualquer um de nós tem sobre o jogo. Se posição fosse tudo o que eu tenho pra falar, esse artigo não seria muito útil. Vamos em frente.

Textura do Board:

Esse é mais interessante, e deve deixar mais claro o que eu quero dizer com a idéia de “isolar fatores situacionais”. Imagine, em heads up, um raised pot com um flop dry ace-high, (maior carta é um A) A x y rainbow. Você provavelmente jogou centenas de mãos que se encaixam nessa descrição, milhares talvez. Qual o percentual das vezes que um dos dois jogadores tem um ás? Quão freqüentemente um deles pode bater AK? Quão freqüentemente alguém aposta nesse flop com menos que um ás? Se o seu raise for pago e você está em posição, qual percentual das vezes você deve esperar que um oponente honesto aposte? Quão muito mais freqüente do que honesto ele tem que ser para apostar antes que você possa explorá-lo representando o ás? Há todo um problema de teoria de jogo aqui, nesse simples board onde a única mão que as pessoas “devem” ter para continuar são Top Pair, Top Kicker – Top Pair Good Kicker (TPTK – TPGK), sets, pocket pairs e raramente, dois pares.

E que tal um flop médio two-tone (com dois naipes), o tipo com straight draws (T85 ou 974). Agora há vários draws, combo draws, sets, sempre tem sets, mas agora se você tem ação que parece ser um set, pode na verdade ser um draw. O que uma aposta significa nesse flop? Quão diferente é essa aposta para aquela no flop A-high? Com que freqüência alguém aposta nesse flop sem ter um par? Compare um raiser apostando nesse flop com o flop A-high – com que freqüência ele deve apostar, quão freqüentemente ele deve ser pago ou raised?

Raised pot novamente, agora K-high. O jogador que aumenta vai representar o K várias vezes, mas com menos freqüência do que ele teria o A no flop A-high. Quantas vezes deve um raiser honesto apostar o flop, permitindo um blefe já que isso não é feito com muita freqüência? Quão freqüente é isso?

Boards com pares como J88 ou JJ8. Agora há apenas 5 cartas que podem ter acertado esse flop, ao invés de 9. Pocket pairs são fortes, os monstros à vista. Mesmas perguntas – com que freqüência deve-se apostar nesse flop, com que mãos, quão fácil ou difícil é tirar alguém com uma mão medíocre? Etc, etc.

Quantas texturas de flop existem? Dúzias, centenas até, e todas elas se misturam, mas questões como “com que freqüência o raiser preflop aposta o ás”, e “quão rápido um JJ deve jogar em um board two-tone T85″ são coisas que são parcialmente determinadas simplesmente pelos tipos e números de mãos que podem gostar de um certo flop.

Padrões de Aposta:

Sendo o No-Limit Hold’em (NLHE) um jogo onde você pode apostar qualquer quantia a qualquer momento, pode parecer que há uma tonelada de maneiras de construir um pote. De fato, especialmente entre jogadores decentes, os mesmos padrões e apostas se repetem várias e várias vezes. Pense sobre quão frequentemente uma mão se desenvolve dessa maneira: preflop raise, call. Raiser aposta, call. Raiser check, caller aposta, raiser fold. Ou raiser em posição, chega em check até o raiser, bet/call, turn check/check OOP (Out Of Position, fora de posição) aposta, raiser folds. Ou, raiser OOP, bet/call, check/check, bet/fold. Ou bet/call, check/check, bet/call. Ou bet/raise/call, check/bet/fold. Ou, check até o raiser, raiser aposta, check-raise, raiser folds.

É mais fácil categorizar potes heads up dessa forma, mas padrões também se repetem em potes multiway. Alguns padrões são mais comuns que outros. O que eu sugiro é que pensar sobre esses padrões e a freqüência com que ocorrem é instrutivo, por duas razões. Um, os padrões que ocorrem com mais freqüência são também os padrões que combinam com as situações mais freqüentes. (mãos fracas para moderadas construindo e contestando um pote de tamanho médio-pequeno). Dois, a maior parte do lucro vem de criar potes grandes com mãos grandes, o que é mais fácil de fazer se feito discretamente. Especialmente contra bons jogadores, isso pode ser muito difícil.

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#45 – Macro e Micro Poker

Posted by Danilo Telles em outubro 30, 2008

Macro and Micro Poker

Escrito por Ed MIller, traduzido por Preacher


Periodicamente, eu leio artigos sobre jogadores de feeling versus jogadores matemáticos. Os jogadores de feeling dizem: “Jogadores matemáticos simplesmente não entendem. Eles fazem todos os seus cálculos, mas jogam como robôs. Um pouco de instinto vencerá um robô em qualquer dia.”.

Então o defensor matemático contra-ataca: “Em seu cerne, poker é matemática. A matemática não pode estar errada; é a verdade em si. Negar a matemática é negar seu nariz.”.

Esses argumentos testam minha paciência. Francamente, eu não acho que nenhum dos dois entenda. Ou então, ambos têm razão, mas se negam a entender completamente exatamente em que ponto ou porque podem estar certos.

Eu acho que seus argumentos caem é no que eu chamo de macro poker e micro poker. Eu acho a distinção de macro e micro valiosa; ajuda a me manter pensando sobre as coisas certas. Espero que vocês achem valioso também.

Macro poker é um conjunto de princípios vencedores. Você não tem que saber quantos outs um straight draw vale para entender macro poker. Na verdade, macro poker é geralmente genérico; macro poker funciona em no-limit hold’em ou deuce-to-seven triple draw ou qualquer outra forma de poker.

Aqui vai um típico pensamento de macro poker: “Some todos os dólares que você apostou jogando poker. A grande maioria desses dólares devem ter sido apostados de late position. Somente uma pequena porcentagem desse total deve ter sido apostada de outras posições.” Virtualmente todas as estratégias lucrativas seguem este princípio.

Você não tem que olhar para nenhuma carta ou observar seus oponentes ou resolver nenhuma equação para saber que é verdade. Não “depende”. Aposte mais alto e com mais freqüência em late position. Faça isso, e você estará no caminho de jogar lucrativamente.

“Fold mais quando o pote é pequeno comparado com o tamanho das apostas do que quando está grande.” Esse é outro bom princípio. “Jogue potes grandes com mãos grandes e potes pequenos com mãos pequenas”. Esse é particularmente útil em no-limit, mas é bom em muitos jogos.

Eu tenho uma opinião sobre seleção de lugares (seat selection) que vai contra o que a maiorias dos puristas pensa. Eles falam sobre jogadores agressivos à direita, jogadores passivos à esquerda, smelly players do outro lado da mesa e daí em diante. Eu li longos sermões sobre o melhor lugar do camarada com o nervoso hábito de jogar suas fichas quando ele flopa bottom two.

Meus pensamentos vêm direto de macro poker. Macro poker diz que o dinheiro flui em sentido horário na mesa. Dessa forma, eu quero sentar de forma de que a maior “onda” de dinheiro quebre em mim; eu quero os piores jogadores diretamente à minha direita. Eles são a maior fonte de dinheiro, e eu quero sentar o mais perto possível dessa fonte.

Eu não me preocupo sobre como mãos individuais serão jogadas. “Bem, se jogadores agressivos estão à direita, então eu se eu flopar um set eu posso dar mais check-raise na mesa”. Para mim, isso é se aprofundar em detalhes onde o aprofundamento não é necessário. Eu sei que o dinheiro flui em sentido horário, então eu quero estar posicionado de forma a absorver o maior fluxo possível.

Esse é o poder do macro poker. Você pode frequentemente resolver problemas confiantemente com quase nenhuma análise. O problema em analisar os detalhes é que é quase certo que você vai esquecer algum. Você vai pensar em dez possibilidades, mas esquecer duas. Às vezes essas duas possibilidades que você esqueceu mudam sua resposta completamente; é melhor fazer julgamentos sem analisar detalhe nenhum se isso é tudo o que você pode fazer com razoável certeza de que está correto.

Macro poker também é ótimo para ajustar vários tipos de jogo. “Como eu lido com um maníaco?” “E se ninguém me pagar?”.

Pense em termos amplos: “Que erros seus oponentes fazem?” Maníacos jogam muito dinheiro com mãos fracas. Jogadores weak-tight foldam com muita freqüência. Então pense: “Como eu posso explorar esses erros?” Você pode desafiar o maníaco a jogar grandes potes com mãos que você poderia largar contra jogadores típicos, e você aposta light mais frequentemente contra os weak-tights.

Como você pode ter adivinhado, micro poker são os detalhes. Micro poker é descobrir como jogar um flopped set contra um weak-tight, agressivo e short-stack player, nessa ordem. Micro poker é decidir quando A-T suited vale um reraise nessa situação, ou se você deve se prender a A-J suited ou melhor. É a parte do “isso depende” do poker.

Não me entendam mal; boas habilidades de micro poker são vitais. Você tem que saber como avaliar situações até os detalhes. Mas eu acho que muita gente se prende aos detalhes e erra porque tem pouca perspectiva. Esse é o mesmo erro que Mike Caro descreve como “Fancy Play Sindrome.” (Estou usando esse termo com cuidado, porque cada vez que você fizer uma jogada que não é 100% óbvia, alguém vai declarar que é FPS.) As pessoas se ocupam muito com calculando (ou, ao contrário, erros os cálculos) de fold equity e hand ranges que eles fazem coisas estúpidas que eles nunca fariam se pensassem sobre macro poker.

Aqui vai um exemplo de jogos heads-up limit. Um importante princípio de macro poker para heads-up é que cada bet e cada raise que você faz te compromete mais com o showdown. Quanto maior você fizer o pote, mais confiante você precisa ser de que você verá o showdown. “Fold mais nos potes pequenos do que nos maiores.”

Alguns jogadores de heads-up gostam de fazer coisas como 3-bet o turn, planejando foldar para um 4-bet. Eles construirão um pote monstruoso com blefes de várias camadas, mas desistirão por um ou mais bets no river. Essas jogadas devem ser “só de vez em quando”. Elas deve ter um papel de equilibrar na sua estratégia. Elas mantém o oponente adivinhando, “Hmmm, um 3-bet no turn significa que estou vencido… normalmente.”

Sua principal estratégia, entretanto, deve ser de acordo com os princípios de macro poker, “Fold mais nos potes pequenos do que nos maiores.” 3-betting o turn deve significar que você vai até o showdown na maioria das vezes. Se esse não é o caso, então não importa quão esperto você é, você perderá para qualquer jogador competente e adaptável. Suas decisões de micro devem suportar, não desafiar, princípios macro.

Enquanto tanto macro quanto micro poker sejam importantes, macro é primário. Para ganhar, sua estratégia deve ser de acordo com princípios de macro. Suas decisões de micro devem ser otimizações desse padrão.

Eu acho que os defensores do feel tendem a desafiar idéias de macro, e que os defensores da matemática gostam das coisas de micro. Mas eu acho que ambos os lados estão “mijando no vento”, já que micro e macro são partes integrantes de um jogo vencedor.

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#44 – Antologia 2+2 – O Que Importa, O Que Não Importa

Posted by Danilo Telles em outubro 27, 2008

Pooh Bah Post : What matters, What doesn’t

Escrito por Cbloom, traduzido por Andre-SP

Acho que vou delinear alguns pensamentos sobre o que realmente importa para ser um jogador vencedor. Acabei de alcançar em torno de 8PTBB/100. Eu me esforcei em questionar meu game, downswings, tirar folgas; minha winrate seria muito melhor se não fosse por ocasiões onde eu estava muuito longe do meu “A” game, então eu sei como é ser um break-even/losing player e de onde minha winrate vem verdadeiramente.

A primeira coisa a ser lembrada é a meta: ser um jogador lucrativo, não fazer moves mirabolantes, não fazer aquilo que é esperado que você faça, não ser super agressivo como você pensa que deve ser. O que quer que seja necessário para que você seja um vencedor, faça. Segundo; a maioria das coisas que você precisa para ser um vencedor NÃO é relativo a estratégia. Sim, leia os fóruns, pratique, trabalhe no seu jogo, mas assumindo que você saiba o básico (e confie em mim, qualquer macaco pode pegar o básico), provavelmente, estrategia não é seu problema.

O que importa :

1. Estar no seu “A” game. Poker não é fácil. Uma das armadilhas que acho que todos caímos é pensar que os fishes são tão ruins, que podemos estar em nosso B game ou C game e ainda sermos lucrativos. Talvez possamos tiltar um pouco e achar que podemos jogar assim. O fato é que isso não é verdade. Derrotar o rake é difícil e você provavelmente não pode fazer isso no seu C game.
Além do mais estar no seu “A” game é como um hábito – você entra na vibe e o mantém. Uma vez que você comece a jogar seu C game, você se acostuma a ele e antes que você veja você estará jogando seu C game o tempo todo. É melhor tirar uma folga quando você não esta em seu A game e tente jogar somente nesse estado.

2. Nada de “spewing” – simplesmente jogar dinheiro fora. Isso não é somente blefar, é foldar mãos decentes para apostas pequenas porque você imagina que ele tenha o nuts, etc. Qualquer um que esteja trabalhando em seu game — eu garanto que “spewing” em um sentido ou outro é uma grande parte disso. Se você rever suas sessions você vai ver onde você simplesmente jogou dinheiro fora. Jogar um bom poker básico e eliminar grandes “spews” vai dar um grande impacto na sua winrate. Perceba que “spew’ pode ser sutil– não fazer value bet top pair contra um calling station é uma forma de spew; você tinha um grande bet quase garantido que você poderia ter feito e não fez.

3. Não torne os erros dos fishs corretos. Você deve estar jogando contra jogadores horríveis se você estiver usando uma boa seleção de game e seat. Esses jogadores terríveis vão fazer coisas absurdas e você precisa se ajustar de acordo. Se você não se ajustar você pode transformar os erros deles em boas jogadas. Quando você blefa um calling station, você transformou o fish num jogador melhor que você. A maioria dos fishes tem VPIP’s muito altos, tentando dar sorte no flop. Você os pune por geralmente ter mãos melhores e cobrando para que vejam o flop. Você os transforma em experts se você os paga quando eles acertam. Por exemplo :

Fish UTG raises Ac 6H to 2BB
Você RERAISE Kh Kd to 12 BB
folds to fish que dá call

FLOP 6c 6s 7d
Fish check
você beta o pot
Fish push allin
você DA CALL !!!!!

Ah não!! você transformou o estilo -EV dele de caçar flops em um estilo lucrativo.

O que não importa :

1. “Tough” decisions. Se você estiver jogando uma mão e você entrou numa situação tão, tão difícil que você não consegue sacar qual é o melhor move – ele não importa!! Se for realmente uma decisão difícil, isso significa que o EV das escolhas são quase as mesmas! Sim, você pode perder um pot enorme porque tomou a decisão errada nesse caso em particular , mas se você estiver pensando sobre o range de hands verá que foi na verdade um EV neutro. Esse tipo de “tough” decisions são divertidas de se analisar porque são muito close e complicadas, mas o fato é que elas tem quase efeito zero na sua winrate. você as verá quando você posta uma mão e posters bons/respeitados discordam sobre o melhor move. Talvez haja de fato um move que seja melhor que o outro, mas tem um EV muito pequeno de diferença.

2. Pequenos detalhes sobre seu game. Talvez você seja 15% vpip, talvez você seja 30% vpip. Talvez você complete T7o na SB, talvez não. Talvez você dê muito reraise preflop, talvez não. De novo isso pode ser levemente + EV ou – EV, mas o fato é, eles tem praticamente efeito zero em se você é ou não um big winner. O que você não deve fazer é jogar num estilo em que você não está confortável. Não complete mãos na SB porque você acha que deveria se você não está confortável em joga-las pós-flop. Sim, talvez foldar T9o na SB seja um pequeno leak, mas é um leak pequeno e não vale a pena se preocupar com ele.

3. Situações marginais. Você vai entrar em um monte de situações marginais. Você poderia foldar quase todas elas e isso não prejudicaria muito sua winrate. Por outro lado, é muito fácil cometer um grande erro numa situação marginal, e isso vai prejudicar muuuito sua winrate !!
Esse é o tipo de situação de reverse implied odds. Quase nunca é ruim ser precavido nessas situações a não ser que você faça isso demais. Um monte de gente tem medo de parecer “weak” ou “fácil de ser atropelado” , mas isso não é realmente um problema a não ser que alguém tente fazer isso, e nesse caso você pode tentar preparar armadilhas para eles.

(sinopse para the tl;dr crowd : pare de se preocupar com detalhes triviais que não afetam muito sua winrate ; conserte seus grandes leaks e jogue sólido)

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#43 – Antologia 2+2 – Jogando Loose-Aggressive

Posted by Especulador em outubro 23, 2008

Pooh-Bah Post: Loose Aggressive Play

Escrito por BalugaWhale, traduzido por Especulador.

Nota: Isso aplica-se a 6max mais que a FR. Aplica-se a algo como MP-LP em FR.
Eu não sei sobre vocês, mas sempre que eu vejo um flop e há fichas no pote, eu as quero. Eu não me importo se foram 20BBs no PF ou 2BBs… Eu as quero no meu stack. Agressão ganha grana, ponto final. Lógico, jogar passivamente contra um maníaco é correto às vezes… Mas eu quero ser esse cara contra quem as pessoas jogam passivamente. Isso faz minha vida mais fácil, porque eu decido quando o dinheiro entra e quando não entra.

Então, primeiro vamos lidar com o PF. Eu faço muitos raises PF (em 6max cerca de 25% das minhas mãos, talvez até mais haha). Eu faço isso porque estou objetivando levar o pote, e quero que contenha algum dinheiro para levar. Mais, os raises me dão a habilidade de levar o pote quando ambos não tenhamos nada no flop.

Advertência – Saber quando não fazer cbet. Isso depende de dois importantes fatores – Textura do Board e Número de Vilões. Eu posso cbetar diante de 3 fracos oponentes se o flop for 842r. Eu irei de check freqüentemente contra 2 oponentes se for K87 “two-tone” e eu tiver AQ. Saber quando cbetar/ não cbetar irá ajudar bastante seu winrate.

Outra razão pela qual estarei sempre fazendo raises e atacando é que isso me ajudará a ser pago quando acertar o flop em cheio. Entretanto, não estou convencido que isso ajudará muito em um mundo em que os vilões pensem sobre suas próprias cartas e não nas de seus adversários.

No entanto, vilões irão revidar eventualmente. É importante saber o que fazer – e isso significa, conhecer seu vilão.

Vamos dizer que estive martelando um vilão o jogo inteiro, roubando blinds com qualquer A, qualquer K, e a maioria das Q suited. Eu abro do CO com AcTd. Vilão paga no BB. O flop vem Ts8c3h. Vilão check e eu aposto 9BB, vilão c/r para 32BB. A maioria das pessoas advoga foldar aqui. Sem uma imagem e jogando um jogo TAG, fold pode ser a jogada correta aqui. Mas, na situação atual, pode não ser. Que mão o vilão poderia jogar assim? Poucas que batem você na média do vilão!! Você acha que a média de jogadores de SSNL irão fazer c/r com um set/2 pares no flop, diante de um raise de quem puxou PF?? Não! Raramente. Eu estaria mais amedrontado se apostasse e fosse smoothcalled. Eu pago o c/r e jogo poker nas duas outras streets, pensando em controle de pote no turn, e value no river. Você ficará assombrado de quantas vezes mostrarão Jd8d aqui.

O ponto é: quando as pessoas estão inclinadas a revidar com mãos inferiores, você pode valorizar mais suas mãos medianas. Quão mais, é com você – e com sua leitura do vilão. Eu evito situações como essa sem leitura, ou quando acabei de sentar.

Importante advertência -  Quando você recebe um raise no turn… seu top pair não é mais bom, mesmo considerando as declarações acima.

Por último, saiba quando jogar TAG. Jogar LAG deixa a mesa agitada. Se as pessoas passarem a pagar raises em masse, ou a voltarem reraises em você… é hora de parar de fazer raises com 65s no UTG e procurar por value com seus grandes pares. Você continuará com ação, mas agora você sempre terá cartas. Jogar tight pf é raramente, senão nunca, errado.

Sei que vários de vocês estão interessados em jogar mais loose, eu espero que este artigo seja um breve esboço.

Então aqui vai um resumo:

1)    Ataque, PF e no flop. Pôr dinheiro no pote é lucro para você;
2)    Saiba quando cbetar e quando não;
3)    Seja forte quando bater – seus oponentes estarão propensos a revidar com menos do que você tem;
4)    Leia a mesa, então saberá quando diminuir a marcha e jogar tight.

Mais uma coisinha para refletir – Conforme você faz raises PF e cbeta os flops, as pessoas passarão a floatar você. Não é difícil perceber… Geralmente a resposta é double barrel bluffing. É uma arma poderosa… use contra os oponentes corretos. Lembre-se – somente um idiota blefará em cima de alguém que ele sabe que irá pagar!!

Advertência – o mundo ainda estará lá fora, seja eu bom ou não no poker. Então, não leve nada disso tão a sério.

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#31 – Jogando Pocket Pairs baixos preflop em No-Limit Hold’em 6-Max

Posted by Danilo Telles em julho 6, 2008

Playing Small Pocket Pairs Preflop in 6-Max No-Limit Hold’em

Escrito por Ed Miller, traduzido por Preacher

Esse é um artigo rápido sobre como jogar Pocket Pairs baixos preflop em No-Limit Hold’em 6-Max. Por pares baixos eu digo 66 ou pior. Eu vou dar algumas regras básicas e uma explicação por trás delas. Eu não vou me aprofundar muito porque isso necessitaria de um capítulo inteiro de um livro, e eu estou tentando manter esse artigo abaixo das mil palavras. :)

Jogando Pares

Se todos foldarem até mim, eu abro pocket pairs baixos. Eu abro até under the gun.

Se alguém der raise na minha frente e eu tiver posição, eu normalmente pago com pocket pairs baixos. Esses pares se tornam fortes nas seguintes circunstâncias:

• O preflop raiser é loose depois do flop.
• O preflop raiser é tight preflop, especialmente se ele joga “fit-or-fold” fora de posição depois do flop.
• Os blinds são loose ou ruins.

Com posição, eu estou jogando os pocket pairs baixos por duas razões: para tentar limpar alguém se eu flopar um set, ou para tentar roubar potes onde meus oponentes fora de posição parecem fracos. Contra jogadores loose postflop, eu estou mais tencionado a roubar potes enquanto eu estiver uma chance decente de limpa-los porque eles terão um par alto como uma boa parte do seu range.

Os pares se tornam fracos (possivelmente ao ponto de não pagar com eles) nas seguintes circunstâncias:

• O preflop raiser é um LAG que briga por potes fora de posição mesmo depois que erra o flop.
• Os blinds gostam de dar 3-bet e squeeze, ou um dele está short-stack e é provável de jogar tight ou foldar preflop.
• O preflop raiser está short-stack e/ou o preflop raise é excessivamente alto.

Jogadores LAG que brigam por potes são traiçoeiros, porque jogadores LAG são difíceis de limpar porque tendem a ter um range fraco e são difíceis de roubar porque eles brigam por potes. Os 3-bets e os tamanhos dos stacks se tornam uma falta de implied odds para limpar seus oponentes e uma falta de alavancagem para roubar potes.

Dos blinds eu posso pagar um único raise preflop com pares baixos contanto que dois ou mais jogadores já estejam no pote.

Não Jogar Pares

Essas são as principais circunstâncias onde eu possa não jogar um par. Primeiro, se eu estou nos blinds e contra alguém que fez um raise preflop de 3.5x eu posso ou não jogar um par baixo. Eu normalmente pago contra tight raisers, particularmente com jogadores eu sinto que tenho um bom controle depois do flop. Eu gosto de tight raisers porque eles são mais fáceis de limpar, e é um bônus se eles freqüentemente entregam a força de suas mãos cedo. Eu também estou inclinado a pagar contra jogadores muito ruins. A qualquer momento que o spot na mesa abra, eu estou pagando com qualquer pocket pair.

Mas contra TAGs difíceis abrindo de late position e LAGs difíceis, eu não gosto de pagar preflop raises de tamanho decente com pares baixos fora de posição. Você não vai pegar seu oponente com uma boa mão sempre depois do flop, então seus sets freqüentemente não serão pagos. Se seu oponente jogar a posição bem e usar alavancagem, nem sempre você levará seu para baixo para o showdown sem melhorar. Então os pares baixos podem se tornar desvantajosos.

Às vezes eu largo os pares baixos nessas situações, e outras vezes eu dou 3-bet com eles. O 3-bet é um 3-bet light, e eu tento isso quando eu sei que meu oponente está abrindo muito light e terá que foldar uma grande porcentagem dos meus 3-bets. Pocket pairs oferecem a vantagem extra de que quando seus 3-bets lights são pagos, é muito mais fácil ir all in se flopar um set. No geral, um 3-bet é muito para pagar preflop, só pra tentar flopar um set, mas às vezes seu fold equity preflop é suficiente para que você não precise ver um flop e limpar seus oponentes freqüentemente para equilibrar e fazer a jogada lucrativa.

Se houver um raise e um call antes de mim nos blinds, embora eu possa ocasionalmente estar tentado a tentar um 3-bet squeeze com pocket pair, normalmente eu apenas pago. A mão tem mais valor para jogar por um call contra dois jogadores do que apenas contra um.

A outra principal circunstância onde eu largo pares baixos é quando há um 3-bet, particularmente quando estou fora de posição. Naturalmente eu vou pagar um min-3-bet ou um pequeno 3-bet, mas um do 3-bet do tamanho do pote o próximo disso é muito grande para eu pagar com um pocket pair baixo com o plano de jogar “fit-or-fold” postflop. Em outras palavras, em um jogo $1-$2 com stacks de $200, se eu abro para $7 e então alguém no Button faz $24 e chega em fold até mim, eu tipicamente foldo. Se meu oponente é garantido de ter AA ou KK quando ele dá 3-bet, então pode valer à pena pagar por implied odds. Mas contra um 3-bet que pode ser light, eu não vou limpar meu oponente com a freqüência suficiente quando eu acertar o flop para justificar desembolsar $17 preflop.
Se há uma chance decente de eu ganhar o pote quando eu errar meu set, então pagar o 3-bet se torna mais razoável. Se eu estou em posição, por exemplo, ou se meu oponente vai jogar uma estratégia terrível como 3-bet só com pares altos e AK e apostar o flop com pares e dar check com seu AK sem melhorar.

Sumário

As principais situações onde eu posso foldar pocket pairs baixos é se eu estiver heads-up e fora de posição contra um raiser relativamente loose que joga bem postflop ou quando eu abro com o par e tomo um 3-bet. No primeiro caso, eu às vezes foldo o par, às vezes pago, e às vezes dou 3-bet. No último caso, eu normalmente foldo para o 3-bet, mas posso pagar contra um oponente ruim, e eu posso até ir all in com o par se eu acho que meu oponente está dando 3-bet muito light.

A maioria das outras situações eu jogo os pares baixos, aumentando com eles se chega em fold ou limp até mim, e pagando se alguém já tiver aumentado.

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30# – A Caixa de Ferramenta do No-Limit: O Re-Squeeze

Posted by Danilo Telles em junho 17, 2008

The No-Limit Toolbox – The Re-Squeeze

Escrito por Ed Miller, traduzido por Luisinho

Como funciona: Você abre pra um raise, e alguns jogadores dão call. Então, um jogador agressivo que está no BB que é conhecido por tentar algumas vezes o Squeeze faz uma aposta bem grande. Você dá reraise na aposta dele.

A jogada em ação: Você abre pra $50 num jogo loose de $5-$10 com As Ks. (Neste jogo, o seu raise geralmente é alto). Você tem $2.000, mas a maioria dos seus adversários tem entre $800 e $ 1.500. 3 jogadores dão call, e então, o BB, um jogador agressivo, com um stack de $ 800 que gosta de tentar o squeeze, faz $250 pra ir. Você volta all-in.

Porque é boa: Os caras que deram call no meio adoçaram o pote e é quase certo que irão foldar. Do jeito que você jogou a mão, está representando exatamente par de Ases (ou talvez Reis), e qualquer jogador decente perceberia isso. Além do mais, mesmo que os seus adversários tenham mãos tão fortes quanto QQ ou AK, você pode fazê-los foldar. Naturalmente eles também irão foldar se estiverem fazendo o squeeze. No geral, é um poderoso semiblefe com uma alta taxa de sucesso.

Quando funciona: Se você está contra um adversário que alguma vezes gosta de fazer o squeeze, então toda vez que ele fizer um raise, em uma situação que seria típica de squeeze, há uma boa chance de que ele não tenha uma boa mão de verdade. Isso porque a maioria dos jogadores não dariam o reraise com uma mão boa que não fosse um mosntro, tipo 99 ou AQs. Eles apenas iriam dar call. Então um reraise significa na maioria das vezes uma rara mão monstro, tipo par de Ases ou Reis, ou então significa que o cara está te passando um squeeze. Teoricamente, você não precisa de uma mão forte para tentar o re-squeeze, porque ele tem muita fold equity para ser rentável. Então, se você tiver aberto com 54s no exemplo acima ao invés de AKs, talvez você pudesse tentar o re-squeeze de qualquer forma. Entretanto, a força da sua mão pode lhe dar um pouco mais de valor para aliviar aquelas vezes em que as coisas forem erradas, e, em algumas vezes, elas irão. Por exemplo, algumas vezes o cara que deu o reraise irá foldar, mas alguns dos caras que pagaram irão achar que vale a pena pagar o seu all-in com uma mão tipo Ac 9s. Obviamente, neste caso é mais desejável ter um AK do que um 54. Além do mais, alguns jogadores espertos irão farejar o seu re-squeeze e poderão decidir dar call mesmo sem os pares de Rei ou Ases. Mas a sua leitura e o tamanho do seu stack são mais importantes do que a sua mão. Se for provável que o cara esteja dando um squeeze, e os stacks são do tamanho certo para um blefe, então você pode tentar um re-squeeze com quaisquer duas cartas.

Quando não funciona: O re-squeeze obviamente só funciona contra jogadores que tentarem usar o Squeeze. Se o seu adversário não dá squeeze, então o seu reraise forte depois do seu raise e vários calls geralmente é um monstro, e dar o re-squeeze provavelmente fará você perder todo o seu stack. Além do mais, se você tentar isso com muita freqüência, os seus adversários logo perceberão e você será pago com mãos piores por alguns jogadores (mesmo que alguns não se sintam confortáveis em jogar um grande pote antes do flop sem par de Rei ou Ases.). O re-squeeze também depende do tamanho dos stacks. O tamanho do stack ideal é aquele no qual uma aposta de all-in é o suficiente para por o squeeze fora da mão, mas não muito mais do que isso. Obviamente, se você não tiver o suficiente para conseguir um fold mesmo que você “pegue” o seu oponente, o re-squeeze é inútil (muito embora você possa ir all-in por valor com uma mão do tipo AK). E se o seu stack é muito grande, o seu re-squeeze não seria um raise all-in, e você corre o risco de ser expulso da mão se você encontrar um par de Ases. Por exemplo, digamos que o seu adversário tenha $2.000 ao invés de $800, e que você tenha JT ao invés de AK. Depois do raise dele de $250, você faz $800 pra ir. (Você provavelmente poderia ter diminuído o seu risco fazendo tudo $600 mais ou menos, mas vamos manter as quantidades as mesmas para facilitar). Então ele dá push. Se você estivesse all-in, você teria uma chance de mais ou menos 20% de conseguir acertar uma mão e quebrar o provável par de Ases. Mas agora você deve simplesmente foldar, desistindo completamente da sua aposta depois de ter tomado a volta.

Variações: Você também pode tentar dar o re-squeeze se você é um dos caras que chamou e você perceber que está sendo “squeezado”. Digamos que um adversário agressivo abriu e dois jogadores pagaram, e você também pagou com 44. O BB, um squeezer, faz um raise bem grande. Todo mundo folda para você. Você pode tentar o re-squeeze reaumentando. Os lados positivos são os mesmos, mas você tem o lado negativo de o seu reraise te dê menos crédito. O re-squeeze representa basicamente par de Ases (ou talvez de Reis). Então o seu sucesso depende fortemente das chances de o seu adversário acreditar que você realmente os tenha. Se você for o cara que aumentou no começo, tomou um raise e depois deu um reraise, esse reraise é uma séria ameaça. Mas se você pagou depois de vários outros terem pago, e depois acorda com um reraise enorme, o seu oponente pode não acreditar na sua jogada e por você em um re-squeeze. Alguns adversários não vão ter coragem para te dar call mesmo que eles pensem que a sua jogada é ruim, mas alguns terão, então se você quiser tentar essa variante, pense mais profundamente em como o seu adversário poderá reagir.

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