Teorias do Poker

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Arquivo da categoria ‘A Caixa de Ferramente do No-Limit’

30# – A Caixa de Ferramenta do No-Limit: O Re-Squeeze

Publicado por Preacher em Junho 17, 2008

The No-Limit Toolbox – The Re-Squeeze

Escrito por Ed Miller, traduzido por Luisinho

Como funciona: Você abre pra um raise, e alguns jogadores dão call. Então, um jogador agressivo que está no BB que é conhecido por tentar algumas vezes o Squeeze faz uma aposta bem grande. Você dá reraise na aposta dele.

A jogada em ação: Você abre pra $50 num jogo loose de $5-$10 com As Ks. (Neste jogo, o seu raise geralmente é alto). Você tem $2.000, mas a maioria dos seus adversários tem entre $800 e $ 1.500. 3 jogadores dão call, e então, o BB, um jogador agressivo, com um stack de $ 800 que gosta de tentar o squeeze, faz $250 pra ir. Você volta all-in.

Porque é boa: Os caras que deram call no meio adoçaram o pote e é quase certo que irão foldar. Do jeito que você jogou a mão, está representando exatamente par de Ases (ou talvez Reis), e qualquer jogador decente perceberia isso. Além do mais, mesmo que os seus adversários tenham mãos tão fortes quanto QQ ou AK, você pode fazê-los foldar. Naturalmente eles também irão foldar se estiverem fazendo o squeeze. No geral, é um poderoso semiblefe com uma alta taxa de sucesso.

Quando funciona: Se você está contra um adversário que alguma vezes gosta de fazer o squeeze, então toda vez que ele fizer um raise, em uma situação que seria típica de squeeze, há uma boa chance de que ele não tenha uma boa mão de verdade. Isso porque a maioria dos jogadores não dariam o reraise com uma mão boa que não fosse um mosntro, tipo 99 ou AQs. Eles apenas iriam dar call. Então um reraise significa na maioria das vezes uma rara mão monstro, tipo par de Ases ou Reis, ou então significa que o cara está te passando um squeeze. Teoricamente, você não precisa de uma mão forte para tentar o re-squeeze, porque ele tem muita fold equity para ser rentável. Então, se você tiver aberto com 54s no exemplo acima ao invés de AKs, talvez você pudesse tentar o re-squeeze de qualquer forma. Entretanto, a força da sua mão pode lhe dar um pouco mais de valor para aliviar aquelas vezes em que as coisas forem erradas, e, em algumas vezes, elas irão. Por exemplo, algumas vezes o cara que deu o reraise irá foldar, mas alguns dos caras que pagaram irão achar que vale a pena pagar o seu all-in com uma mão tipo Ac 9s. Obviamente, neste caso é mais desejável ter um AK do que um 54. Além do mais, alguns jogadores espertos irão farejar o seu re-squeeze e poderão decidir dar call mesmo sem os pares de Rei ou Ases. Mas a sua leitura e o tamanho do seu stack são mais importantes do que a sua mão. Se for provável que o cara esteja dando um squeeze, e os stacks são do tamanho certo para um blefe, então você pode tentar um re-squeeze com quaisquer duas cartas.

Quando não funciona: O re-squeeze obviamente só funciona contra jogadores que tentarem usar o Squeeze. Se o seu adversário não dá squeeze, então o seu reraise forte depois do seu raise e vários calls geralmente é um monstro, e dar o re-squeeze provavelmente fará você perder todo o seu stack. Além do mais, se você tentar isso com muita freqüência, os seus adversários logo perceberão e você será pago com mãos piores por alguns jogadores (mesmo que alguns não se sintam confortáveis em jogar um grande pote antes do flop sem par de Rei ou Ases.). O re-squeeze também depende do tamanho dos stacks. O tamanho do stack ideal é aquele no qual uma aposta de all-in é o suficiente para por o squeeze fora da mão, mas não muito mais do que isso. Obviamente, se você não tiver o suficiente para conseguir um fold mesmo que você “pegue” o seu oponente, o re-squeeze é inútil (muito embora você possa ir all-in por valor com uma mão do tipo AK). E se o seu stack é muito grande, o seu re-squeeze não seria um raise all-in, e você corre o risco de ser expulso da mão se você encontrar um par de Ases. Por exemplo, digamos que o seu adversário tenha $2.000 ao invés de $800, e que você tenha JT ao invés de AK. Depois do raise dele de $250, você faz $800 pra ir. (Você provavelmente poderia ter diminuído o seu risco fazendo tudo $600 mais ou menos, mas vamos manter as quantidades as mesmas para facilitar). Então ele dá push. Se você estivesse all-in, você teria uma chance de mais ou menos 20% de conseguir acertar uma mão e quebrar o provável par de Ases. Mas agora você deve simplesmente foldar, desistindo completamente da sua aposta depois de ter tomado a volta.

Variações: Você também pode tentar dar o re-squeeze se você é um dos caras que chamou e você perceber que está sendo “squeezado”. Digamos que um adversário agressivo abriu e dois jogadores pagaram, e você também pagou com 44. O BB, um squeezer, faz um raise bem grande. Todo mundo folda para você. Você pode tentar o re-squeeze reaumentando. Os lados positivos são os mesmos, mas você tem o lado negativo de o seu reraise te dê menos crédito. O re-squeeze representa basicamente par de Ases (ou talvez de Reis). Então o seu sucesso depende fortemente das chances de o seu adversário acreditar que você realmente os tenha. Se você for o cara que aumentou no começo, tomou um raise e depois deu um reraise, esse reraise é uma séria ameaça. Mas se você pagou depois de vários outros terem pago, e depois acorda com um reraise enorme, o seu oponente pode não acreditar na sua jogada e por você em um re-squeeze. Alguns adversários não vão ter coragem para te dar call mesmo que eles pensem que a sua jogada é ruim, mas alguns terão, então se você quiser tentar essa variante, pense mais profundamente em como o seu adversário poderá reagir.

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29# – A Caixa de Ferramenta do No-Limit: A Blocking Bet

Publicado por Preacher em Maio 19, 2008

Escrito por Ed Miller, traduzido por Luisinho

Como funciona: Você é o primeiro a falar, e se você der check, você fica com medo de que algum adversário seu irá fazer uma aposta forte que lhe colocará em uma decisão difícil. Então você faz uma aposta pequena, esperando que ele apenas pague.

A jogada em ação: Você abre pra $6 no UTG num jogo de $1-$2 com As Kh. O jogo está sendo jogado com stacks bem grandes: você tem $500, e todo mundo tem mais fichas que você. Dois adversários ruins e loose dão call a sua aposta, e os blinds foldam. O flop vem Ad Jc 9d. Você aposta $15, e o button paga. No river vem um Jd pareando a segunda carta e dando uma queda para flush. Se você der check, você espera que ele dê check também em vários Ases com kicker baixos, mas aposte tanto com mãos grandes quanto com blefes, lhe colocando numa decisão difícil. Você aposta $50 no pote de $100. Seu adversário paga e mostra um A com kicker mais baixo.

Porque é boa: A Blocking Bet geralmente tem dois propósitos. Extrai algum valor de mãos mais fracas que iriam foldar para uma aposta mais alta. E desencoraja seus adversários de blefarem, evitando uma decisão difícil se você fosse aumentado. No exemplo acima, seu adversário com o A mais fraco poderia ter foldado para uma aposta maior, tipo do tamanho do pote, e também poderia ter dado check atrás caso você tivesse dado check. Então, a blocking bet do tamanho da metade do pote permitiu você ganhar mais do que se você tivesse dado check ou então tivesse apostado mais. Da mesma forma, a aposta mostra força o suficiente para desencorajar o seu adversário de blefer representando o flush, a trinca (trips) ou o full house. Então, se o seu adversário aumentar, é mais provável que você esteja atrás, e você pode foldar facilmente.

Quando funciona: A Blocking Bet funciona bem contra adversários ingênuos que irão blefar quando cartas ameaçadoras baterem se a mão chegar em check até eles, mas raramente de um reraise blefando nestas situações. É tipicamente usada no turn ou no river para tentar ficar no controle da mão quando se está fora de posição. Ao contrário de alguns outros movimentos, como a Continuation Bet, e o Call Bluff, a Blocking Bet pode funcionar até mesmo em potes com vários jogadores. A presença de outros jogadores tende a te proteger de alguma forma dos ameaçadores reraises de blefe.

Quando não funciona: O raise blefe é o antídoto natural contra a Blocking Bet. Faça com cuidado contra adversários alertas que gostam de blefar reraising quando percebem fraquezas. No exemplo acima, um bom jogador poderia facilmente ler sua mão como um A, e poderia representar um flush com um raise bem grande para você pagar. Contra esse tipo de jogador, teria sido melhor apenas dar check (ou talvez tivesse dado check antes na mão para controlar o tamanho do pote). Você pode usar a Blocking Bet contra esse tipo de jogador alerta, mas para fazer isso, você deve adicionar duas jogadas que lhe dão vantagem no seu repertório: uma aposta pequena com uma mão grande para induzir um raise, a fim de que você possa voltar all-in, e uma aposta pequena como um blefe, na intenção de induzir um raise a fim de que você possa voltar por cima blefando.

Variações: Você também pode tentar a Blocking Bet enquanto estiver num draw. O objetivo é “botar o seu próprio preço” para acertar a sua queda antes que o seu oponente aposte mais.

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#27 – A Caixa de Ferramentas do No-Limit – O Call como blefe

Publicado por Preacher em Abril 1, 2008

The No-Limit Toolbox — The Call Bluff 

 Escrito por Ed Miller, traduzido por Luisinho.

Como funciona: Você tem posição sobre um adversário agressivo. Seu adversário aposta uma pequena porcentagem do que resta do stack. Você tem uma mão marginal, mas paga. Na próxima rodada, o seu adversário dá check, você aposta, e ele corre.

A jogada em ação: Você está no button num jogo de $2-$5 com um stack de $1.000. Um jogador agressivo abre pra $15. Ele tem mais fichas que você. Você paga com 7d 5d . O flop vem Kc 8d 4c te dando uma gutshot pra straight e um backdoor flush. Seu adversário aposta $20, e você paga. O turn é um Ah. Seu adversário dá check, você aposta $50.

Porque ela é boa: O Call Bluff te dá vantagem da posição para maximizar suas recompensas versus o risco e para manter o seu adversário desequilibrado. Ao invés de dar o blefe aumentando imediatamente, você atrasa o blefe até a próxima rodada. Fazendo isso você força o seu adversário a agir mais uma vez antes de comprometê-lo com o blefe, lhe dando mais informações sobre a força da mão de seu adversário. Usando o exemplo acima, ao invés de arriscar imediatamente $70 para ganhar $50 do pote, você arrisca apenas $20 para ter o direito de uma carta extra e mais uma rodada de informações. Quando o seu adversário dá check, você interpreta esse ato como um sinal de fraqueza, e você arrisca os outros $50 com melhores chances de ganhar. Além do que, usando o call bluff de vez em quando, ajuda a balancear o seu jogo e deixar o seu adversário imaginando o que você tem. Quando você paga uma aposta, o seu adversário não sabe se você tem uma mão forte, uma mão para blefe, ou um bom draw.

Quando funciona: O call bluff funciona melhor em duas situações: quando o seu adversário é bem previsível, ou quando os stacks estão bem grandes comparados com o tamanho da aposta. Ser previsível é bom porque aumenta a qualidade da informação extra que você pega. Alguns jogadores irão aumentar antes do flop e irão fazer a continuation bet com quase todas as mãos. Mas no turn, eles apostarão somente se tiverem alguma coisa, e desistirão em caso contrário. O call bluff é ótima contra essa estratégia. Quando os stacks estão muito grandes, um raise imediato pode não ser o grande o suficiente para fazer alguém sair da mão. Por exemplo, se o seu adversário aposta $20, e você aumenta mais $50, ele pode dar call com o par maior. Mas se você der cal, e então aumentar a aposta dele de $50 para $150, ele provavelmente irá dar fold. Aumentando o pote um pouco com o seu call, você faz a mão ser jogada por mais e conseqüentemente assustará mais mãos de seus adversários.

Quando não funciona: O call bluff não funciona bem quando você está fora de posição ou quando você tem vários adversários. Fora de posição você não ganha muito com a informação extra. E contra vários adversários, não é tão provável que você vá atingir o seu objetivo, além de oferecer a oportunidade de eles blefarem antes, ganhando o pote inclusive com o seu call. O call bluf também não funciona contra jogadores agressivos e que tenham um stack pequeno. Digamos que o seu oponente faça uma c-bet no flop, e você pague. Ele aposta de novo no turn, mas ele é agressivo, então é bem provável que ele esteja blefando. Se não há muito dinheiro sobrando depois da sua segunda aposta para você dar um raise sólido, você não será capaz de jogá-lo para fora do pote mesmo com mãos fracas ou com draws. Com stacks pequenos e contra adversários agressivos, é melhor você usar o Overbet semiblefe no flop. Também, naturalmente, o call bluff não é tão bom contra adversários que são muito passivos para apostar no flop sem uma mão forte. Pra fazer o call inicial valer à pena, você deve achar que o seu adversário está apostando com uma mão fraca ou marginal.

Variações: O padrão mais comum para o call bluff é bet-call no flop, e então check-bet-fold no turn. Mas você também pode jogá-la com bet-call no flop, e bet-raise-fold no turn. Além do mais, com algumas mãos e tamanho de stack, você pode atrasar o blefe para uma segunda hora, jogando ele com bet-call no flop, bet-call no turn, e check-bet-fold no river.

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# 22 – A Caixa de Ferramentas do No-Limit – O overbet como semiblefe no flop

Publicado por Preacher em Fevereiro 11, 2008

The No-Limit Toolbox – The Flop Overbet Semibluff

Escrito por Ed Miller, traduzido por Luisinho

Como funciona: Você flopa uma queda. Seu adversário aposta, e você vai all-in como um semiblefe.

A jogada em ação: Você está no BB num jogo de $2-$5 com um stack de $900. Todo mundo folda para o button que abre pra $15. Ele tem mais ou menos $200 sobrando. Você paga com Kc Jc . O flop vem com Ac 9d 4c te dando a queda para o nut flush. Você pede mesa, o seu adversário aposta $30 e você volta all-in nele pra mais $170.

Porque ela é boa: Fold equity (possibilidade de o seu adversário dar fold) com chances de ganhar caso você seja pago. Apostando all-in, você força o seu adversário a ter uma mão ou dar fold. Mesmo assim, muitos jogadores irão foldar mãos tão fortes quanto par maior com kicker fraco para o all-in, achando que você tem, no mínimo, par maior com um kicker maior. Sendo incomum que o seu adversário tenha uma mão melhor do que par maior com kicker baixo, o seu blefe irá funcionar um número significativamente grande de vezes. Se pago, a sua queda ainda te dá chances sólidas de vitória. A combinação de fold equity e chance de ganhar caso pago fazem a jogada lucrativa.

Quando funciona: O Overbet como Semiblefe no Flop depende do tamanho dos stacks. Ela funciona melhor quando o raise all-in for basicamente 1 ou 2 vezes o tamanho do pote. No exemplo acima, o raise de semiblefe tinha $170, e o pote no momento tinha $90, então o raise era um pouco menor do que 2 vezes o tamanho do pote. Este tamanho é o melhor porque ele é grande o bastante para fazer várias mãos foldarem, mas não é tão grande que você arrisca muito nas vezes em que você acabar encarando uma mão boa. No exemplo acima, você deveria jogar AK do mesmo jeito no flop (a não ser pelo call). Você pode fazer a jogada com vários tipos de queda: grandes combinações de flush e straight, ou até mesmo com gutshots ou somente duas cartas maiores. Quanto mais fraca a sua queda, mais você tem que prestar atenção no tamanho dos stacks e na chance de seu adversário foldar.

Quando não funciona: O Overbet no Flop como Semiblefe não funciona direito quando o tamanho dos stacks está fora dos padrões. Se os stacks estão muito pequenos, você não terá muita fold equity em virtude de o seu adversário estar mais disposto a dar call você com um par pequeno ou até mesmo com A high. Se os stacks estão muito grandes, você está arriscando muito para ganhar pouco. Sua aposta também deve parecer peculiar, que pode induzir calls de alguns de seus adversários com mãos fracas (você pode tirar vantagem dessa tendência dando overbets com as suas trincas (set). Quando os stacks estão muito grandes, evite apostar tudo com quedas fracas. E com quedas boas, às vezes é melhor apenas pagar, esperando armar uma armadilha para o seu adversário jogar um pote grande caso você acerte a sua queda.

Variações: O seu movimento de all-in não precisa ser um raise ou um checkraise, você pode abrir all-in no flop também. Algumas vezes essa jogada é a melhor se o pote já está no tamanho certo, e deixando os seus adversários apostar poderá deixar o pote muito grande em relação à sua aposta, cortando as chances de eles foldarem. E algumas vezes você pode usar a jogada no turn, muito embora seja mais arriscado porque você só terá mais uma carta para completar a sua queda. Com stacks realmente grandes, por exemplo, você deve apenas dar call no flop com uma queda muito boa. Então se você errar, no turn, você faz um raise all-in. Jogando dessa forma pode assegurar que o seu raise esteja do tamanho certo para atingir a máxima eficiência.

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#16 – A Caixa de Ferramentas do No-Limit – Continuation Bet

Publicado por Preacher em Janeiro 14, 2008

The No-Limit Toolbox — The Continuation Bet

Escrito por Ed Miller, traduzido por Luisinho

Como funciona: Você aumenta (ou reaumenta) antes do flop e é pago por um ou mais jogadores. Depois do flop eles dão check para você, e você aposta independentemente de ter acertado o flop ou não.

A jogada em ação: Você está no button num jogo de $2-$5 com um stack de $600. Todo mundo tem mais fichas do que você. Um jogador fraco dá limp, e você aumenta para $20 no button com Ts 7s . Os blinds foldam, e o limper dá call. O flop vem com K h J s 2 d . Seu adversário dá check, e você aposta $25.

Porque ela é boa: Iniciativa. Este é um conceito que não é fácil de se definir, porque ele representa um conglomerado de múltiplas e diferentes vantagens. O continuation bet pode ganhar o pote imediatamente. Ele pode aumentar o tamanho do pote para um nível no qual o seu adversário se sinta desconfortável, te permitindo roubar um pote ainda maior no turn. Ele pode forçar o seu oponente a se comprometer cedo com uma mão ruim, forçando-o a arriscar bastante para ganhar pouco. Ele pode confundir as suas apostas com boas mãos, te dando ganhos maiores com mãos grandes.

Quando ela funciona: Você sempre deve pensar em um Continuation Bet quando você tenha aumentado antes do flop. Ele é melhor quando você tiver posição e estiver contra apenas um ou dois adversários.

Quando ela não funciona: O Continuation Bet pode te colocar em sérios problemas com determinadas mãos e com certos tamanhos de stacks. Um destes tamanhos é quando o seu adversário tem mais ou menos um stack do tamanho do pote após a sua aposta. Esse tamanho encoraja check-raises all-in com vários tipos de mão, então, se você tiver uma mão que tenha valor, mas você não sabe como responder a um all-in, você deve seguir a linha que lhe torne o cara que irá dar o all-in. Além do que, o Continuation Bet não é nem um pouco tão eficaz quando você está fora de posição, particularmente contra adversários difíceis. Bons jogadores saberão o que você está fazendo e tenderão a permanecer na mão, mesmo se eles não tiverem nada, procurando roubar o pote numa rodada de apostas posterior.

Variações: Você pode mudar o tamanho do seu Continuation Bet da metade do pote para o pote inteiro, ou até mesmo um pouco mais. O tamanho que você escolher depende da sua mão, do tipo do bordo (perdido ou pareado vs. coordenado), o tamanho dos stacks, como os seus adversários jogam, e mais. Bons jogadores podem decodificar o tamanho das suas apostas, portanto você deve tomar cuidado para esconder as informações deles. Contra adversários descuidados, você pode variar mais para preencher melhor as suas necessidades.

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#13 – A Caixa de Ferramentas do No-Limit – 3-Bet Light Pré-Flop

Publicado por Preacher em Janeiro 3, 2008

The No-Limit Toolbox — The Light Preflop 3-Bet

Escrito por Ed Miller, traduzido por Luisinho

3-BET LIGHT PRE-FLOP

Como funciona: Alguém dá raise, e você, tendo posição nesse jogador (e estando perto do button ou nele), dá reraise como um semi-blefe, todo mundo dá fold e você leva o pote.

A Jogada em Ação: Você está no button num jogo de $2-$5 com um stack de $800. Todo mundo tem mais fichas que você. Um jogador agressivo abre para $15, sentado a duas posições do Button, e o jogador a seguir dá fold. Você tem Td 9d dá raise para $40. Todo mundo dá fold.

Porque é bom: Usar a sua posição é uma boa maneira de punir os jogadores que abrem dando raise muito loose fora de posição. Mesmo que eles paguem o seu semi-blefe, você freqüentemente estará em uma situação favorável depois do flop com posição e iniciativa. Você tem bastante quantidade de alavancagem para forçar um fold no flop ou no turn. Obviamente, isso também mixa um pouco o seu jogo, e as 3-Bet não são necessariamente feitas sempre com mãos fortes.

Quando funciona: O 3-bet light pré-flop funciona melhor quando você espera ter posição no jogador que der call, caso ele o faça, e se o cara que deu raise primeiro possa ter feito isso com vários tipos de mãos. Naturalmente, ela também funcionará direito contra adversário weak-tight que irão foldar todas as suas mãos menos as melhores para o seu reraise. Você tem que observar os stacks (como em quase todas as jogadas em no-limit). Se os stacks estão pequenos, então é mais provável que você seja pago e você não terá muito para trás para ter vantagem no flop. Os tamanhos dos stacks no exemplo acima são ideais: Depois de o seu adversário dar call no seu reraise, o pote terá algo em torno de $80, e você ainda terá $760 sobrando o que é bastante para botar pressão nos seus adversários quando eles tiverem mãos marginais.

Quando não funciona: A 3-bet light pré-flop não funciona direito quando os stacks são relativamente pequenos e o seu oponente é tight. Se você tiver $300 num jogo de $2-$5 e um jogador tight abrir para $20, fazendo $50 com um suited connector (ou alguma outra mão de semi-blefe) você geralmente estará em apuros. Se ele pegou um top pair, você poderá ser pago e tomar um check-raise all-in no flop. Em geral esse cenário (stacks pequenos/adversário tight) geralmente tiram as suas chances, sendo muito grande o risco pela pequena recompensa.

Variações: Você pode tentar a jogada com alguns limpers, ou então quando algumas pessoas já tiverem pago o raise inicial, à lar Squeeze pre-flop.

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#10 – A Caixa de Ferramentas do No-Limit – Squeeze Pré-Flop

Publicado por especulador em Dezembro 18, 2007

The No-Limit Toolbox — The Preflop Squeeze

Escrito por Ed Miller, traduzido por Especulador.

A No-Limit Toolbox é uma nova série que mostra a matriz de táticas disponíveis a jogadores de no-limit.

A Jogada: O Squeeze Pré-Flop

Como Funciona: Alguém faz um raise, e algumas pessoas pagam. Você faz um grande bluff reraise, todos foldam, e você leva o pote.

A Jogada em Ação: Você está no big blind de um jogo $1-$2 com $200. Todos têm mais que você. Um jogador agressivo abre para $10, e três jogadores pagam. Você tem 7d5s e faz $40 total. Todos foldam.

Por que isso é bom: Os callers fazem a jogada rentável, porque fazendo o call eles indicam que provavelmente não têm mãos fortes suficientes para fazer um reraise (e portanto não podem pagar nem seu reraise). Seus calls transformam-se no “dead money” que seu blefe mira.

Quando Funciona: O Squeeze Pré-Flop funciona melhor quando o raiser inicial pode ter um amplo range de mãos (i.e., é agressivo). Quanto mais tight o raiser, mais provavelmente você será pago ou reraised. Callers tight são normalmente ok, porque mesmo sendo tight ele tenderão a ter melhores mãos nos primeiros lugares, mas estarão menos propensos a pagarem um grande reraise com mãos fracas.

Quando isso não funciona: O Squeeze Pré-Flop é geralmente uma jogada pobre em jogos mais “selvagens” em que as pessoas pagarão grandes raises pré-flop com um range amplo. Também é ruim quando os tamanhos dos stacks estão incorretos. Se os stacks estão muitos pequenos (cerca do tamanho do seu raise pré-flop), você pode ser pago mais freqüentemente pelo efeito “mais que diabos, vamos pro chão”. Se os stacks estiverem muito deep, então seu raise pode não ser grande o suficiente para deter callers.

Variações: Você também pode tentar o bluff raise contra alguns limpers. A dinâmica da jogada muda um pouco porque os stacks são geralmente deep (comparado com o tamanho do raise) e o range de mãos está definida com menos precisão.

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